Análise da poesia Ismália de Alphonsus de Guimaraens que fiz para escola ou prelúdio à um belo Zero!

Ismália

Alphonsus de Guimaraens

<<Quando Ismália enlouqueceu,/Pôs-se na torre a sonhar…/Viu uma lua no céu,/Viu outra lua no mar.>>. A amado do poeta, figura essa que normalmente enlouquece o amado, desta vez foi ela que perdeu a sanidade.<<No sonho em que se perdeu,/Banhou-se toda em luar…/Queria subir ao céu,/Queria descer ao mar…>>. Ela procurou um amor maior do que o do noivo, só a lua é capaz de amar mais que um poeta. <<E, no desvario seu,/Na torre pôs-se a cantar…/Estava perto do céu,/Estava longe do mar…>>. Trancafiada por causa da moléstia ela uivava noite e dia por causa da lua, mas o uivo não causava medo por causa do costume, mas sim por cauda da enfermidade da moça. <<E como um anjo pendeu/As asas para voar…/Queria a lua do céu,/Queria a lua do mar…>>. Uma moça não sofre de amor, cria até assas, mas não sofre! <<As asas que Deus lhe deu/Ruflaram de par em par…/Sua alma subiu ao céu,/Seu corpo desceu ao mar…>> A insanidade incessante da moça um dia fê-la voar, um corpo morto na água e um poeta afogando-se em lágrimas.

Pedro Possebon

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