9ª Sinfonia incompl… Quer dizer resposta ao Kelson incompleta

Eu decidi não escrever. Decidi não por ter cansado das palavras e das frases, mas porque já não sei mais o que é escrever. Hoje os autores viraram bonecos, aparecem aos milhares espaços de convivência entre autores e leitores. Como bem observou Gonçalo M. Tavares provavelmente muita gente vá à esses encontros para ouvir os autores não por necessitar de convivência, mas sim por esperançar que ao ouvi-los não precisem lê-los. Para os autores é sempre uma boa fonte de renda. Claro que escritores precisam se manter – eu não imagino Miguel de Cervantes me servindo em um bar, nem William Shakespeare fazendo minha comida. Mas o ganho financeiro deve ser efeito de uma vocação, não causa.
Já no começo do século 19 Arthur Schopenhauer escreveu no seu Sobre a arte da escrita:
“Quando alguém fica famoso em virtude de um livro escrito por vocação e por um impulso íntimo, mas em seguida se torna prolixo, então vendeu sua glória pelo vil dinheiro. Assim que se escreve para ganhar algo, o resultado é ruim. Só neste século passou a haver escritores por profissão. Até então havia apenas escritores por vocação.”
Nestes encontros

Pedro Possebon, 4 de Novembro em Santo André, SP

Continuação:

O que eu acho que quis dizer com a parte a cima é que eu não consigo definir o que é escrever. É só isso então Tchau.

Pera aí tenho que contar ainda minha experiência. Dês de que eu me conheço por gente – e isso foi em 2010 ou o que é – eu gosto de fazer blogs. Normalmente com duas tendencias. Militância de esquerda e humor. É claro que com a pouca idade eu não percebia a incompatibilidade dos dois. Na verdade não creio que posso ornar o meu ser pessimista com meu ser de esquerda, não é algo que dê certo. Tenho que ser duplo. De dia fico sendo de esquerda e defendendo os pobres e algo assim. E as noites eu viro o Zé do Telhado e vou encher o saco da condição humana. Toda gente tem uma vida dupla.

Mas o que vim dizer não é isso. Na verdade nem sei se vim pois estou na internet. Mas eu estou dizendo isto como uma espécie de metaresposta. Ou seja, algo que não diz nada por si, mas que por existir diz a que veio. Que dizer que botar coisas num papelinho, seja essa papel de celulose ou de metáfora, é o que é pra mim escrever. Quer dizer materializar o mundo. Tipo eu sou daqueles velhos que vendo seu tempo passar fica triste. Não sou um amante da vida. Eu ainda prefiro as relações literárias como predominantes. Quero saber como se vão publicar livros com mensagens no Whats’App? Eu gostava de livros de cartas. E isso acabou a muito pouco tempo. Não faz nem dez anos. Mas parece que está à catorze palmas do chão. Eu acho que foi um velho barbudo que disse “tudo que é solido desmancha no ar”. Quem diria em. Uma exatidão que pelo amor de Deus. É o tipo de coisa que o Senhor Picketty não percebe.

Pedro Possebon, 14 de Novembro de 2014, Santo André, SP

Este texto, ou como minha namorada – que não existe – gosta de chamar “isto” ou “esta coisa” foi ou tentou ser em resposta ao texto do meu amigo Kelson

Ah mas o que eu tinha para dizer era que ninguém nunca me impediu, principalmente na minha infância, pré-adolescência que eu tinha uma concepção esdruxula de Humor ninguém em impediu. Na fase da pré-adolescência eu realmente publicava e era o absurdo, mas ninguém me irritava, até porque ninguém lia, exceto de 2 em 2 meses em que alguém aparecia no meu Twitter para dizer que gostava do que eu escrevia. Mas a minha família intervir? Nunca!  Eu nem penso em algo assim. Porra levaria uma coça que pelo amor… mas agora no fim da adolescência eu estou tentando ver como é ir ao mundo deste jeito. Quero dizer, quando eu comecei a fazer o meu humor eu fui rechaçado, mas hoje eu sei que não entenderiam a minha ironia. Quando eu comecei estava na terceira série! É engrado eu ficar em duvida se eram meus colegas que não entendiam, ou era eu o problema. Mas nada disso me inibe. Aliás eu sempre conservo o meu jeito, por crer que se eu não poder agir desta forma em um ambiente o problema é do ambiente. O problema é da pessoa que não entende. Me isolando de quem não entende – que já foi todo mundo, acreditem – é que eu consegui a proeza de não ter Aécistas no meu Facebook.

Mas eu nunca fui reprimido por adultos. Eu convivo muito com pessoas mais velhas porque dês da infância não fazia bem, nem para minha saúde física, muito menos mental que ficasse com as crianças da minha idade.

AH Quase esqueci o texto do Kelson é esse Devo continuar escrevendo? esta por acaso no blog dele, chamado Kelson JS que pe um nome extremamente criativo

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