Das insônias existencialíssimas.

Das insônias existencialíssimas.
Creio eu que as grandes decisões da humanidade foram feitas durante noites de insônia. É por isso que estamos onde estamos. Quando criança eu era agraciado pela mãe dos pensadores com longas noites de insônia. Achava estranho por causa da idade, mas sempre eram noites de reflexão. Dentro do possível para uma criança. Quando comecei a estudar história e, principalmente aqueles homens erótíssimos que tomam decisões que se estudam nos livros de história notei que se tratavam de decisões em noites de insônia.
Conta-se que o meu herói de infância, o imperador romano Nero tomou a decisão de incendiar Roma – para posteriormente reconstruí-la inteira de mármore! Ele tomou esta decisão em uma noite de insônia. Muitos paralelos poderia fazer eu entre minha biografia – principalmente na infância – e a biografia do outrora mais amado por mim imperador Nero, mas não é sobre isso que venho ter convosco nesta manhã de domingo.
Creio que Marx é um gajo porreiro pá! mas com aquela história da história como movida pela luta de classes ele errou. Claro! Existem classes e existe luta de classe, são todas desdobramentos de noites de insônia. Quero aqui fundar uma nova filosofia da história, creio eu que terei resolvido muitos problemas de interpretação da história – e dos seus sentidos e ensinamentos – se dizer que A história de todas as sociedades que existiram até nossos dias tem sido a história das noites de insônia.
Creio que supero o velho Marx com tal proposição. Principalmente por causa das revoluções provavelmente terem se sucedido após noites de insônia, ou do governado, ou do governante!
Mas quero deixar claro que a insônia não é um benefício apenas da cúpula – tudo o que chega à cúpula chega à cópula, diria o poeta – é notável na história as estripulias que sucederem a saída do él-rei da insônia Dom Pedro II em sua última festa. Ninguém mais naquele reino conseguia dormir, pois reino logo aquele deixaria de ser.
Creio que a importância da insônia como chavr interpretativa da história tem sido reprimida pelos historiadores por algo que se chama de “facto” mas que tem uma melhor explicação pela insônia do que pelos historiadores. O facto daqueles que mandam dormirem pouco. Isto não é devido às grandes agendas que eles têm, aliás vagabundo ficaria o pobre se não cresse que aqueles que detém poder podem dormir até tarde, um velho sábio me veio dizer certa vez que tudo o que se faz faz-se pelo sexo, não acredito em tal proposta, pois o sexo apenas antecede o sono – principalmente no caso masculino – sendo assim evidente o carácter de meio e não de fim que goza o sexo, na realidade tudo o que se faz faz-se para dormir mais. É assim a vontade de todo pobre e, nós estudados, e iluminados pela graça de minha nova teoria não podemos tirar esta ilusão ao pobre, pois se fizéssemos isto noites de insônia teríamos nós.
Mas entre nós os esclarecidos há de se dizer uma coisa. Os poderosos dormem pouco. E não é por causa das agendas lotadas, como afirmam os historiadores anti-historinsonista – à pouco nascemos e já somos perseguidos, característica do iluminado.

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