Encontros desencontros

De manhã você diz tranquilamente, já não a amo mais. A tarde, em meio a tragicomédia da vida cotidiana você a vê. Estando dentro de um ônibus dá o sinal e ele pára, abre a porta e você pula como se fizesse a mínima diferença. Uma grande avenida os divide – convenhamos, muito menos do que em outros tempos. Já do outro lado não sabe como sobreviveu. Passa a andar e a encontra, cruza com ela e vocês se cumprimentam. Apenas. A continuam a andar. Tu pára e olha para trás e diz em brado tão convicto quanto torturante “sou um imbecil!”.
Pedro Possebon

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