Antologia de textos de juventude:

Em abril eu me apaixonei por uma moça e comecei a publicar textos a fim de impressioná-la. Aqui vão alguns deles.

1.

Decidi morrer.
Ontem decidi morrer, decidi morrer porque todos os anos que passei, na verdade eles passaram em mim. Decidi morrer pois me dei conta de que na vida sou mero espectador. Espectador de um espetáculo dirigido por um Deus que fuma ópio. Na vida somos única, simples e exclusivamente espectadores, sendo ela especular ou não. Mas nós podemos tomar a frente, subir ao palco. Podemos deixar de ser apenas espectadores, a única forma que nós temos de intervir no espetáculo é acabando com ele, não definimos quando nem como a vida começa, deveríamos definir quando ela termina. Por isso decidi morrer, morrer é a única forma de intervir no espectáculo da vida.
Pedro Possebon, Santo André, 14 de abril de 2014

2.

Estava eu na rua, se bem me lembro eram 23H da noite. Estava a andar e notei que alguém andava atrás de mim. Apertei o paço, cheguei a correr, mudei de passeio. Mas aquilo ainda me perseguia. Ao chegar em um beco escuro, notei que não tinha mais oportunidade de me safar – naquele momento pensei em Fátima. Deitei no meio da rua, já sem esperanças e tomei coragem para ver quem me perseguia. Era minha a consciência.
Pedro Possebon, Santo André, 16 de abril de 2014

3.

Amigo! Que o espírito, da páscoa entre nós vossos, corações e vos alegre mas não apenas, hoje hoje e todo o. Sempre o porquê não vale apenas viver, sem alegra não vale a apenas viver. Brigando é preciso, amar como se não ouvisse, amanha como disse um menino que amava meninos e meninas feliz, Natal! E que o sentimento do dia, de hoje faça uma vida mais. Alegre menos cinza a não ser que você seja, daltônico é preciso de cores, em vida por que te chatear não vale a pela então per doàis todos aqueles com quem você brigaram e um beijo no vosso. Co-ração por que nesta vida não vale apenas levar, com chatices por que todos. É ser humano e temos que viverem armênia. Com Jesus no coração bom almoço e bom domingo!
Pedro Possebon, Santo André, 20 de abril de 2014

4.

Você senta no café, tenta escrever alguma coisa. Mas a sua atenção logo se distrai, você já prevê a tragédia. A cadeira era muito pequena, e a mulher muito grande!
Pedro Possebon, Santo André, 23 de abril de 2014

5.

O amor, o humorista e o filósofo!

Ricardo Araújo Pereira definiu o humor como uma terceira pessoa rindo do que acontece com sigo mesma, o humor é um olhar distanciado para com a coisa. Ele usa uma metáfora para explicar: em mudanças sempre sobram caixas que nós não abrimos, elas acabam se tornando banais e vão entrando no cotidiano da família, quando está família recebe uma visita, está nota que as caixas que não eram de lá acabaram sendo esquecidas e diz “por que estás caixas estão no meio da sala?”. O humor segundo Ricardo Araújo Pereira faz o mesmo que está visita, ou seja, faz estranhar o que outrora era banal. Porém o humorista deve ser alguém da própria casa que consegue se distanciar o bastante para dizer “o que estás caixas fazem aqui?” Mesmo estando há meses com ela ao lado! A definição de Ricardo para o humor é extremamente parecida com a do filósofo Paulo Ghiraldelli Jr. da filosofia “a desbanalização do banal”. A diferença é que o humorista não procura a verdade, para que ele iria amar a sabedoria! Todos aqueles que sabem são bons alvos de piadas! Mas hoje não pode mais “é bullying”!
Onde é que o amor pode entrar no meio desta orgia conceitual? O amor faz a mesma coisa! Mas com outro instrumento, o olhar do amado. Ou seja, na nossa metáfora, as caixas estariam banalizadas e o mundo escasso de filósofos e de humoristas, porém as caixas seriam desbanalizadas pelo olhar do amado, o olhar no amado em um mundo completamente banalizado é aquele que nos faz olhar para nossas vergonhas – outrora desimportantes! E nos leva a cobri-las.
Pedro Possebon, Santo André, 26 de abril de 2014

6.

Para sabermos o que é e o que não é no mundo precisamos de conceitos, sem eles nós não sabemos o que realmente é cada coisa, sem ter essa informação nas mãos todo no mundo passa a ser a mesma coisa, ou seja, nada. É. curioso que as pessoas se preocupem com o que realmente é uma cadeira, e elas então, se preocupem em formular um conceito de cadeira, depois de horas de reflexão sobre a vida e o mundo, essa pessoa chegue em um conceito de cadeira. Curioso é que nesse conceito de cadeira ela provavelmente se faz presente o fato da cadeira ter quatro pés, porém quanto este que deleitou horas de reflexão para formular um conceito de cadeira se vê na frente de alguma coisa com três pés, esse não chama aquilo de uma não-cadeira, ele resolve chamar de “cadeira quebrada”. Isso é extremamente perigoso, pois pode quebrar inteiramente com a noção de cadeira, o que é uma “cadeira quebrada”? Uma cadeira quebrada é uma não-cadeira! Assim um carro é uma cadeira quebrada, uma rua é uma cadeira quebrada, a minha avó é uma cadeira quebrada, a partir daí a “cadeira quebrada” já não significa nada. Poderíamos dizer seguindo está lógica que uma mulher é um homem quebrado. É extremamente perigoso seguir este tipo de pensamento.
Pedro Possebon, Santo André, 28 de abril de 2014

7.

Você aperta o botão e reza, o elevador demora e você não tem tempo. Ele para, abre, lá estão duas mulheres a conversar. Você diz “oi!” e se cala, enquanto elas continuam a conversa:
Moça 1 – Eu estou muito culpada… comi dois brigadeiros e bateu-me um peso na consciência…
A risada tentou sair, mas eu não deixei!
Moça 2 – Você tem que ser forte amiga! Desse jeito você vai engordar.
Moça 1 – É que o açúcar subiu à cabeça. [sim, o açúcar subiu à cabeça, mas não encontrou nada lá]
Senhoras não se preocupem tanto com a balança, isso faz mal para o cérebro!
Pedro Possebon, Santo André, 31 de maio de 2014

8.

Noite fria em Coimbra:

Lembranças de Coimbra:

Numa segunda-feira gelada de janeiro, numa pensão mal assombrada de Coimbra, numa vida que já foi boa.

Deitado numa cama que não te conforta, pensando no seu amor que está nos braços de outro gajo. PP 11/05/14

9.

Explicando a minha cabeça:
Quando eu penso em ler comentários:
As vezes eu penso em ler comentários na internet, a minha cabeça entra em uma crise política. A oposição apresenta uma moção de censura, mas ela é recusada porque o governo tem a maioria da minha cabeça. Começam protestos na minha cabeça contra ler os comentários e dois ministros pedem demissão. Normalmente o governo acaba cedendo à pressão da população, da oposição e até de alguns setores do próprio governo e resolve não ler os comentários. Mas as vezes o governo usa a maioria no parlamento a seu favor e acaba tendo a decisão idiota de mandar meus olhos lerem o que está lá escrito. O que se segue é uma crise que dura dias e só se resolvem quando o governo cai e convocam novas eleições.
Pedro Possebon, Santo André, 11 de maio de 2014

10.

Almoço do dia das mães:
Marido – Para você descansar eu vou fazer o almoço hoje.
1 hora depois:
Marido – Alguém chama os bombeiros!

 Pedro Possebon, Santo André, 11 de maio de 2014
11.

A vida de Firmino
Firmino vivia uma vida humilde na cidade de São Paulo no Brasil. Certo dia, Firmino andava pela rua imerso em pensamentos quando Firmino caiu, bateu a cabeça e passou a falar apenas em juridiquês. Quando voltou para casa, Firmino não foi entendido por ninguém da família de Firmino – por causa do juridiquês. Firmino foi levado ao hospital para sofrer uma neurocirurgia, infelizmente o médico confundiu Firmino com um cara que ia fazer uma mudança de sexo, Firmino tentou avisar o doutor do erro, mas ninguém entendeu. Firmino virou Sandra, uma bela moça de seios fartos. Firmino/Sandra pensava que sua vida estava acabada. Firmino/Sandra leu o livro de auto-ajuda O Segredo, Firmino/Sandra aprendeu que é só acreditar que nós conseguimos o que quisermos. Firmino/Sandra teve sucesso na vida. Firmino/Sandra se transformou no/na primeiro/primeira transexual a ser ministro/ministra do Supremo Tribunal Federal.
Moral da história: Quando a vida te der limões, vire ministro do Supremo.
Pedro Possebon, Santo André, 10 de maio de 2014

12.

O dia passa e não respeita ninguém!

Pedro Possebon, Santo André, 8 de maio de 2014
13.

Jeito masculino e feminino de comprar presentes de aniversário:
Masculino
– puta! Eu vou ter que comprar um presente para aquele filha da puta!
– já sei vou dar uma camisa do Vasco
[vai para a loja e compra a camisa do Vasco]
O jeito feminino é o oposto:
[vai para a loja, olhar!{ou seja, não comprar nada}]
2 horas depois: continua olhando!
3 horas depois: eu vou comprar uma camiseta para ela, mas tem que ser uma grande, pois ela está gorda!
Pedro Possebon, 08/05/14

14.

Não olho para quem olha para mim. Não me importo com o olhar dos outros. Nem nas ruas da baixa Lisboa nem no bairro Alto. Não gosto de Betas, sei que sou um deles. Ando pelas ruas como se estivesse nas nuvens, odeio cair na realidade, odeio encontrar amigos na rua. Por isso não os tenho! Ando cambaleando tristemente, ando como se estivesse embriagado, mas a embriagues se da apenas pelo cansaço de andar. A calçada portuguesa é uma metáfora para a vida, sem os espaços cheios e as lacunas ela não é.
Pedro Possebon, Santo André, 6 de maio de 2014

15.

Diálogo
Pessoa 1 – Pedro você pode me ajudar?
Eu – sim, claro!
Pessoa 1 – Eu preciso de um homem para me ajudar a carregar algumas coisas.
Eu – Ok, vou procurar um.

Pedro Possebon, Santo André, 6 de maio de 2014

16.

Eu aviso as pessoas com antecedência:
– Quando você vai falar sobre isso?
– No meu leito de morte.
– Besta!
– É sério, vai ser mês que vem, você vai poder ir?

Pedro Possebon, Santo André, 6 de maio de 2014
17.

Hoje me deparei com uma coisa óbvia, mas interessante: a explicação oficial da igreja para a pergunta, o que Deus fazia antes de criar o mundo? Essa resposta diz que o tempo não existia antes do pecado original. Essa ideia de um mundo sem tempo é generalizada, até na religião grega se diz que no começo não existia o Cronos (que representa o tempo na mitologia grega), no começo tudo era caos, não existia o tempo. Muitas vezes algumas ciências são criticadas porque seriam “abstratas” ou porque não representa coisas do mundo. Porém a física nos mostra no próprio mundo essa ideia de um em que não existe o tempo. Você acha que eu fiquei louco? Amigos! O buraco negro! Em um buraco negro não existe nem o tempo, nem mesmo a luz existe em um buraco negro, fantástico isso!
Pedro Possebon, Santo André, 5 de maio de 2014

18.

Amigos,
Eu vou passar os próximos dias dentro de uma toca escura em introspecção, meditando e me perguntado sobre o sentido da vida, me colocando questões existências e me questionando sobre o sentido do cabelo do Neymar. Ou seja, não aparecerei aqui por um tempo.
Do sempre indelicado Pedro Possebon, Santo André, 1 de maio de 2014

19.

Graziella era fã do Churchil, tudo ela fazia com sangue suor e lágrimas. No trabalho é só sangue, suor e lágrimas, com a família era a mesma coisa, até nas relações conjugais… depois ela perdeu umas eleições, escreveu suas memórias e caiu no esquecimento.

Pedro Possebon, Santo André, 28  de junho de 2014

20.

Eu não tenho sorte no amor, resolvi pedi-la em casamento enviando-lhe uma caixa com um cão e um anel para o escritório onde ela trabalha, o que aconteceu? O cão ficou excitado e começou a trepar na perna da moça.

 Pedro Possebon, Santo André, 25 de junho de 2014

 

21.

Joaquim decide morrer, mas Joaquim não gosta de mudanças bruscas na vida, Joaquim quer morrer aos poucos. Joaquim começa a jogar RPG, Joaquim passa a viver cada vez menos até o dia do suspiro final.

 Pedro Possebon, Santo André, 24 de junho de 2014
22.

Minhas considerações extemporâneas:
– Hoje se tem uma crença semi religiosa na leitura, como se fosse um novo ídolo, ler não é importante, ler o livro do padre não é importante, ler a bibliografia do pastor não é importante. Temos uma juventude que pode em coro gritar “ler é importante”, mas que está completamente idiotizada e que não sabe o que é literatura, não sebe distinguir um pedaço de lixo de uma obra que deva ser levada a sério.
– A auto-ajuda e os romances babacas são os maiores maus de hoje. Em qualquer cultura decente coisas como Paulo Coelho, Algusto Cury, ou livros como A Culpa é das Estrelas e O Segredo teriam seu devido espaço reservado… numa lata de lixo (reciclável porque hoje se preocupa muito com o meio ambiente – mas ninguém vai ver onde o lixo vai parar, curioso?)
– Hoje a nossa cultura criou uma massa negativa, ou seja, uma massa que existe como oposição a massa, mas que funciona como massa também. É uma massa que se diz melhor do que o “povo” que não lê, mas que a única coisa que pega para ler é A Culpa é das Estrelas (!) ou pior, é uma massa que não se diz massa por não ouvir Funk, mas que não sabe o que é música e, não consegue ouvir nada melhor do que uma banal musica eletrônica, ou um rock “acorde aberto” tão vazio como qualquer outra música. É uma massa que só consegue assistir ao mais banal filme, aquele que passe em todas as salas se cinema, mas em que não se passa nada…
Hoje jovens não escrevem mais, hoje quando a juventude vai falar diz A Culpa é das Estrelas, hoje ninguém mais consegue falar de literatura não-idiotizada, hoje as revistas que falavam sobre moda e sobre arrumar namorado falam sobre passar no vestibular, mas usando a mesma lógica. Hoje se odeia o intelectual que quer ser um verdadeiro intelectual e não um rato.
Se é esse tipo de cultura que querem, é isso que eles vão ter, se lambuzem. Não são vocês que me expulsam, sou eu que vos condeno a ficar.

 Pedro Possebon, Santo André, 24 de junho de 2014
23.

Diálogo
– Posso expor o brilhantismo do meu pensamento?
– Não, mas você pode falar!

 Pedro Possebon, Santo André, 23 de junho
24.

Eu gosto de ser breve, por isso, antes de escrever um texto que eu espero que seja breve eu aviso que quero ser breve, antes de realmente começar, ou seja, começar um texto avisando que se é breve é não ser breve porque se fosse realmente breve se começaria indo direto ao assunto e não dizendo que se é algo que não é. Eu gosto de ser breve porque é bobagem ficar se perdendo em digressões sem a menor coerência. Entenderam?

 Pedro Possebon, Santo André, 22 de junho de 2014
25.

À chaque rue ma esprit gagne la force, la crasse de ma vie disparaît, les coups qui j’ai pris ne me sens pas, tout qui est obscure n’est plus.
Pedro Possebon, Santo André, 21 de junho de 2014

26.

O cérebro pensa
O coração bombeia sangue e
O ânus defeca
Não confunda. Alguns tentam pensar com o coração e outros claramente pensam com o ânus, não caia nessas armadilhas.

Pedro Possebon, Santo André, 21 de junho de 2014

27.

Eu tenho um amigo que janta 5 vezes por dia, só que em horários diferentes.

Pedro Possebon, Santo André, 20 de junho de 2014

28.

Tratado estético sobre o visionamento de um Rabo
Um Rabo e a felicidade são coisas diferentes, um rabo é apenas um meio, a felicidade tem uma característica que um rabo não tem ela tem um fim e si mesma. A experiência estética de visionamento de um rabo é algo que tem uma complexidade que vai além do próprio rabo, é um daqueles casos em que contesto é tão importante ou mais que o objeto em si. A experiência estética de um rabo ou contrário do que o senso comum deve começar pelos pé, o visionamento depende da subjetividade de cada pessoa, é natural que quem goste de começar a experiência estética de visionamento de um pé por analisar a marca que é a do calçado, aquele que por motivo de falta preferem o tamanho podem analisar o tamanho do pé, aqueles que tem a vida dedicada às formas tem aí um bom meio de analisar um pé. Na experiência de visionamento de pés o tempo que pode ser gasto também é relativo, os podólatras provavelmente vão levar mais tempo nos pés do que no Rabo em si. Agora chegamos em um ponto crucial a canela, devemos ter muito cuidado, pois quatro e cinco décimos (4,5) em cada sete (7) especialistas dizem que aqui é o ponto mais complexo na análise estética de um Rabo, é evidente que espíritos pequenos vão ter dificuldade na parte da canela, provavelmente pela falta de sensibilidade, me parece evidente que um zagueiro terá uma facilidade maior na visualização da canela. Vem agora a batata da perna, provavelmente é o ponto em que seremos mais breves, pois aqui iremos nos ater basicamente ao tamanho, pois não é necessária a análise da forma, falando na batata da perna temos muitos tamanhos, de nerd até panicat, em outras palavras, temos para todos os gostos. Chegamos nas coxas, também aqui é manifesto que o tamanho apenas o importante, apesar de que na minha opinião a análise da forma também se faz necessária para compreender a complexidade da coxa. Agora se faz necessária uma leitura com atenção, pois, como em todas as ciências chegamos em um ponto que se faz mais presente no estudo teórico do que no visionamento prático, que é a linha do Rabo, muitos pesquisadores a comparam o a linha do horizonte, que eu acho um exemplo bom para o entendimento prático, mas tinha que dar também um contributo teórico a questão, defino a linha do Rabo como uma divisão que se faz presente entre uma bela coxa e um enorme Rabo. É pela falta desta linha que foi criado o conceito de arrabado que segundo os especialistas são os seres humanos que não detêm um Rabo, normalmente é aquele tipo de indivíduo que se senta diretamente na coluna por não possuir um Rabo. Depois da visualização e do entendimento destas várias partes que constituem a complexidade do Rabo partimos agora para o objeto em si, acredito eu baseado em alguns pesquisadores da área que a compreensão da ideia de luta de classes é essencial para o entendimento da complexidade com a qual lidamos aqui. A especificidade dos Rabos com relação as classes é manifesta, a generalidade da classe política normalmente tem um Rabo mais do que a generalidade das pessoas, enquanto classes como contadores fazem parte dos já mencionados arrabados. O visionamento de um Rabo em si é uma experiência que não pode ser descrita, mas sim vivida, recomenda-se que coloque uma música para fazer ambiente, os pesquisadores recomenda as musicas da pensadora Valeska.
Pedro Possebon, Santo André, 18 de junho de 2014

29.

Vocês já se deram conta de que o maior ser da nossa espécie foi casado com uma prostituta?

Pedro Possebon, Santo André, 18 de junho de 2014

30.

Pessoa que você mais gosta: eu mesmo
Se você fosse para uma praia deserta o quem você levaria: eu mesmo
O que você gosta de fazer no Facebook: ler o que eu mesmo escrevo
Com o que você não poderia ficar sem: eu não ficaria sem mim
o que você gosta de fazer no seu tempo livre: ficar me observando

Pedro Possebon, Santo André, 14 de junho de 2014

31.

O falo (objeto fálico, pênis, pinto ou se preferir apenas caralho) e o rosto de Jesus Cristo são as duas formas mais fáceis de se reproduzir, um carro apenas com rodas traseiras visto de cima pode parecer um objeto fálico (seguido de seus respectivos testículos) e qualquer pano seco jogado no chão pode facilmente reproduzir o rosto de Cristo, pois é uma forma de fácil reprodução. A de você fazer um traço que se pareça com um objeto fálico e subsequentes duas esferas que representem os testículos é relevante.
É curioso como nós conseguimos reproduzir ambas figuras com muita facilidade. Obrigado e bom dia
Pedro Possebon, Santo André, 12 de junho de 2014

32.

Reflexões pessimistas sobre a vida e a morte:
Dê risada quando alguém disser que teme a morte.
Não há nada mais banal que a morte, dela só temos certezas (para uns o paraíso, para outros o nada) devemos temer mesmo a vida, nada eu sei sobre a vida. É mais coerente sofrer pelo medo da vida do que pelo medo da morte.
A morte é entediante dela não temos nenhuma novidade, devemos temer a vida! Ela se apresenta como uma novidade a cada momento, dela nada sabemos! Tema a vida e não a morte!

Pedro Possebon, Santo André, 11 de junho de 2014

33.

Merda! Eu fui para igreja e peguei herpes genital! Nunca mais volto!

Pedro Possebon, 7 de junho de 2014

34.

O adulto não precisa de uma identidade, ele precisa pagar as contas… É isso mesmo? Que merda…

Pedro Possebon, Santo André, 5 de junho de 2014

35.

Ruas, ruas, ruas. O homem só sabe fazer ruas, como queria eu quando jovem saber fazer ruas. A noite cai, você procura a rua certa, mas ela não existe. Você não está perdido, apenas não tem para onde ir. Você compra um mapa, mas não tem para onde ir. Você pergunta o caminho, mas não tem para onde ir. Você liga para um amigo, mas não tem para onde ir. Você procura a presidente, mas não tem para onde ir. Você fala com o Papa, mas não tem para onde ir. Você discursa na ONU, mas não tem para onde ir. Você da um tiro na própria cabeça, mas não tem para onde ir. Você chama Deus para uma conversa, mas não tem para onde ir. Você e Deus assinam um acordo bilateral de livre comércio, mas não tem para onde ir. Você pede ajuda à Troika, mas não para onde ir. Você acorda Deus e pergunta “para onde eu devo ir?” ele boceja e vai dormir de novo.
Pedro Possebon, Santo André, 3 de junho de 2014

36.

Vender o corpo não, apenas alugar…

Pedro Possebon, Santo André, 1 de junho de 2014

37.

Eu sempre fui contra dar nomes humanas à objetos inanimados, quando batizaram o Fernando Haddad eu fui contra.

Pedro Possebon, Santo André, 23 de julho de 2014

38.

As pessoas que gostam muito de gato gostam pouco de pessoas. E com razão!

Pedro Possebon, Santo André, 18 de julho de 2014

39.

Não consigo tirar-me da cabeça.

Pedro Possebon, Santo André, 10 de julho de 2014

40.

Escreveram-me este e-mail enquanto tinha um coágulo a passear pelo cérebro:
Saudações Pedro,
Noto que você tem se estressado muito nos últimos tempos, mas gostaria de te mandar mensagens positivas, já que essa vida é curta e não temos tempo para gastar com chatices. Sempre numa bela tarde, pare e olhe para o céu, não importa se estiver atrasado, é preciso contemplar as belezas que Deus nos deu, porque essa vida é muito curta e não vale a pena lidar com chatices. Converse com as arvores, mesmo que a única coisa que você tenham para conversar seja o conflito israelo-palestiniano ou o último jogo do Corinthians.
Sempre espere da vida algo mais, mesmo que seja uma chuva de granizo, pois esta vida é muito curta e não vale apena levar com chatices. Note que se você convidar alguém para um churrasco ou uma balada todos vão, mas se você convidar alguém para um culto, ninguém vai te acompanhar. Não tenha um sistema nervoso central, se tiver, se livre dele, é desnecessário ficar nervoso nessa vida.
Caminhar sozinho de madrugada é extremamente necessário, pois é uma experiencia que pode te aproximar de Deus.
Se livre de coisas desnecessárias, tipo: do seu polegar opositor, aliás, boa parte das pessoas da minha espécie não tem nem mesmo um. Pois nessa vida não vale apena levar com chatices.
Ouça Death Metal, sempre te aproxima mais de Deus.
Um beijo no seu coração e,
amém

41.

Eu prometo que todos que votarem em mim vão ter mulheres com seios grandes.

Pedro Possebon, Santo André, 24 de agosto de 2014

42.

Cansado de comer sopa, eu fui em um restaurante em que se servia apenas baratas para comer, o absurdo foi quando estava eu comendo tranqüila e pacatamente, eis que aparece um pedaço de macarrão no meio das minhas baratas! Que absurdo! Que horror! Não tardarei em processar o restaurante e o chef gourmet!

Pedro Possebon, Santo André, 18 de agosto de 2014

43.

É certo que por nossos instintos serem insuficientes para levarmos nossa vida e que por isso necessitamos de usar a razão e com isso pensamos. Apesar de sermos os únicos que podemos fazer isso não será a habilidade de pensar uma a habilidade parva? Não seremos como aqueles cara que tem muita flexibilidade com as pernas e por isso conseguem colocar o dedinho do pé nos ouvidos? É que nenhum outro animal tem essa habilidade! Nem a de pensar nem a de colocar o dedinho do pé no ouvido! Se só nós temos essa habilidade não seremos nós uns animais estúpidos? Se fosse cousa boa todos os outros animais veriam a nós e teriam vontade de pensar, mas não! Se vermos a história da humanidade notamos que só pensamos merda! O trabalho é importante para compreender a humanidade, não foi o trabalho que criou o mundo e não é por ele que este é gerido. Tanto o trabalho quanto o pensamento só é importante para nós! Os humanos! Aqueles que foram amaldiçoados com uma habilidade estúpida que é está do pensamento! E nós, tomando consciência da nossa estupidez, resolvemos nos afastar do meio da selva, onde éramos gozados e ridicularizados pelos outros animais, por nossa estúpida condição de pensadores. E longe do mundo começamos a criar em nossas mentes pensadoras um grandíssimo e belo castelo que existia penas na nossa imaginação, dentro deste castelo havia uma poltrona, poltrona esta bem confortável para nossa estúpidissimas nádegas, e lá(!) nesse castelo, nessa poltrona colocamos a nós! Com nosso pensamento, mal só nosso que queremos fingir que é bem! É num castelo inventado por nós, numa poltrona inventada por nós, pegamos uma coroa – coroa esta fruto do trabalho humano! E colocamos em nós mesmo! Pá! Estúpidissimo essa raça! Animais ridículos egoístas e mesquinhos que somos nós! Porra!

Pedro Possebon, Santo André, 19 de agosto de 2014

44.

O dono do Colégio Singular é a primeira pessoa do singular?

Pedro Possebon, Santo André, 12 de agosto de 2014

45.

Robin Williams

a sentir-se Poeta Morto.

Pedro Possebon, Santo André, 12 de agosto de 2014

46.

RESPOSTA PARA O IDIOTA QUE DIZ: EU GOSTO DE VOCÊ É NÃO PELO QUE VOCÊ TEM…
Eu só tenho amigos porque sou inteligente. Eu não sou nada mais do que inteligente. Eu não sou inteligente, eu tenho inteligência. Como pode alguém gostar de você não pelo que você tem, mas sim pelo que você é? Não tendo o homem valor intrínseco algum isso não é possível. (O homem não é objetivamente nada)
Então goste das pessoas pelo que elas tem, pois elas não são nada.

 Pedro Possebon, Santo André, 5 de agosto de 2014
47.

Hier veio ter comigo um indivíduo meio corcunda. E me disse tentando provar suas teses contra o Bolsa Família “falei com uma senhora que teve quatro filho e perdeu dois. Ela recebe os 4 rendimentos do bolsa família”
Eu me virei a ele e lhe disse: você falou com uma mulher que perdeu 2 filhos e está preocupado com o auxílio que ela recebe!

 Pedro Possebon, Santo André, 29 de outubro de 2014
48.

O que querem dizer aqueles que compartilham a notícia de que a bolsa caiu para criticar a reeleição do PT? Por acaso as eleições tem que ser validadas pelos especuladores da bolsa? Que tipo de democracia é essa?

Pedro Possebon, Santo André, 28 de outubro de 2014

49.

Quando eu era criança, no governo do PSDB tudo o que eu tinha para brincar eram palavras. Depois veio o governo do PT e eu comecei a brincar com frase é até com textos inteiros.

 Pedro Possebon, Santo André
50.

Certa vez meu pai estava falando com o atual prefeito e meu irmão estava do lado, um pouco distraído. Ele como tem o costume de perguntar o nome das pessoas que não conhece perguntou o nome ao prefeito! Aliás prefeito em que ele (meu irmão) votou…

Pedro Possebon, Santo André, 18 de outubro de 2014

51.

Status = seco como a Cantareira.

Pedro Possebon, Santo André, 7 de outubro de 2014

52.

O mundo é movido pela incompetência e pela má fé. Mas as vezes eles trocam.

Pedro Possebon, Santo André, 5 de outubro de 2014
53.

Estava eu com preguiça de ler um texto e fiquei olhando o teto de minha casa. Eis que noto a característica ontológica dual do teto de minha casa. Acontece que eu moro em um apartamento, meu problema é que o teto da minha casa é ao mesmo tempo piso da casa de um outro indivíduo, e sem que eu perceba isso.

Pedro Possebon, Santo André, 28 de novembro de 2014
54.

Certa vez, José Sócrates vaio ao Brasil e dentro outras coisas se encontrou com Chico Buarque e divulgou que o cantor brasileiro pediu para vê-lo. O Chico viu isso em um jornal português e desmentiu a história do político português.

Pedro Possebon, Santo André, 22 de novembro de 2014

55.

Tem um pai que ficou grávido. Ele era caminhoneiro. E era drogado também. Teve que fazer um exame de urina (isso foi no México). Mas como ele era um drogado, levou a urina da esposa. Dias depois veio a notícia. Ele estava esperando um bebê.

Pedro Possebon, Santo André, 12 de novembro de 2014

56.

Antes eu gostava de correr no meio da rua pelado. Mas agora virou modinha. Orkutizou!

Pedro Possebon, Santo André, 10 de novembro de 2014

57.

Deus também escreve por heterônomos, não é só Fernando Pessoa!

Pedro Possebon, Santo André, 3 de novembro de 2014

58.

Eu sou aquele tipo de pessoa que vê um homem de barba e cabelo longo, com camiseta de banda e várias tatuagens e pergunta: moço, escuta aqui. O senhor é rockeiro?

Pedro Possebon, Santo Andrém 3 de novembro de 2014

Carta à Alliere Custodio
Minha querida Alliere,
Hoje é um dia especial. São curiosos os dias especiais porque eles se contam nos dedos e, estão espalhados imensidão dos 365 dias do ano. Os dias normais parecem ser uma repetição constante. É como se vivêssemos todos os dias o mesmo dia, como se estivéssemos parados no tempo. Os dias especiais – como o aniversário de amigas – são os actos. Jacques Lacan, o psicanalista francês, considerava que os atos, numa vida e na história coletiva, são raros. De fato, o que domina a vida e a história é a repetição. Os dias que se destacam desta repetição.
Bom Alliere, vou ser direto agora. Eu dou-te meus parabéns pelo seu aniversário. E desejo que você tenho um ótimo dia, cheio de atos e tal… desejo que você fique tão feliz quanto eu com seu aniversário. Muito anos de vida, muita felicidade. Álcool também. Muita saúde e essas coisas.
Alliere fez tão pouco tempo que nos conhecemos, mas parece que somos amigos de infância. Não sei se você sente o mesmo. Mas como bom leitor de Cesare Pavese eu não vou me alongar muito, aliás vou citar o porquê disso: “a arte da vida consiste em esconder às pessoas mais queridas a alegria pessoal de estar com elas, senão acabamos por perdê-las”.
Pedro Possebon, Santo André, 29 de Novembro de 2014

De um amor morto
«De um amor morto fica / Um pesado tempo quotidiano / Onde os gestos se esbarram / Ao longo do ano». Porque um amorquando se extingue faz ainda parte da substância dos dias e da insuficiência dos dias. «De um amor morto não fica / Nenhuma memória / O passado se rende / O presente o devora / E os navios do tempo / Agudos e lentos / O levam embora». Porque essa memória é a memória de um exílio definitivo, não de uma extinção. «Pois um amor morto não deixa / Em nós seu retrato / De infinita demora / É apenas um facto / Que a eternidade ignora». Porque nada disto, visto do futuro, tem qualquer importância, nenhuma importância.

[de um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen]
http://omalparado.blogspot.pt/2014/10/de-um-amor-morte.html

Certa vez um amigo, logo após ter uma desilusão amorosa postou “o primeiro amor foi, o segundo amor foi, etc… só não foi o meu coração” o que é uma grande mentira!

 

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Uma ideia sobre “Antologia de textos de juventude:

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