Delírios de um caminhante sobre o sol

Delírios de um caminhante sobre o solSensações e sentimentos, para além da brisa. É isso que sinto enquanto caminho. Hoje é um dia quente, dia quente de inverno. Maravilhas do Brasil. Tem pouca brisa, porém muitas sensações e sentimentos. À tarde talvez fosse azul, se não houvessem tantos desejos.

Ando, ando, ando mas não passa. Mesmo com um passo atrás do outro. Vou pulando de passo, do primeiro para o terceiro, pulo pro quinto e por aí vai. Louvado seja o dia que passarei para as progressões geométricas. Apesar do passo, não me passa. Olhem que não sou mau leitor, porém prefiro andar com meus desterros do que afogá-los com pilhas e pilhas de livros.

Freedom, a liberdade tem algo a ver com a dança. Há qualquer coisa de em-si e para-si que a dança tem e é necessário à liberdade. Vou parar de falar sobre a liberdade, dizem que deixa com cara de sapo e olhos vesgos. A liberdade é melhor exercê-la. Mas exercê-la como quem dança, ou como quem anda pela sua cidade debaixo do sol. 

Não há nada de novo debaixo do sol, nem os miúdos, aliás os miúdos são sempre os mesmo – isto me disse uma senhora que não quer ter filhos. Ai de mim ter que virar por este sol, mais me aprazia envolver-me em outras órbitas. Ai de mim este sol, ai de mim!

Pedro Possebon, Santo André, 13 de julho de 2015

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