Totalitarismo

“Porque souberam, em seu passado, desempenhar tão bem o papel de senhores, estavam, em nossos dias, menos dispostos do que nenhuma outra nação europeia a suportar a escravidão; se tiveram o gosto pelo mando, como não iriam tê-lo pela liberdade?”

Sobre dois tipos de sociedade: Carta a um amigo longínquo. História e Utopia. Emil M. Cioran

Usando o exemplo do povo húngaro, o filósofo romeno radicado na França Emil Cioran nos dá o tom de uma boa reflexão sobre a liberdade e a tirania.

A liberdade é o pleno exercer da vontade. Esta, tanto nos governos dos estados quanto no das pessoas, se mostra como um amontoado de múltiplas personalidades que só podem ser realizada com um tirano que diga “eu quero” ou “eu faço”. Individualmente aquilo a que chamamos de “Eu” é o tirano que cessa a briga e instaura uma ordem, possibilitando a ação da vontade. A liberdade.

Não são raros os exemplos dos presidentes que, mesmo querendo o diálogo, depois de ouvirem todos as pessoas possíveis, tomam a decisão que já lhes era esperada.

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