Desespero e corrupção

Desespero, nada mais que desespero. Quando o homem em seu recanto olha para o nada. Nada lhe passa, nada mais que desespero.

Tantos sóis, tantas luzes. Há tantas Auroras por aí. Por que a mim não sobrou mais que o desespero?

“Foi minha última impressão de Dirceu. Numa hora lá, ele se afastou e foi ao fundo do jardim. Parecia perdido, amargurado, sem saída. Mudara tanto que talvez não soubesse quem era. Exilado de si mesmo, escorava-se nos próprios restos, na sua ruína. Lembrava o poeta peregrino, improvável sombra florentina sob os mil sóis do Planalto Central.”

A derrocada de José Dirceu

Este texto do jornalista Mário Sérgio Conti tem um final muito interessante. Nele vemos a derrocada de um homem. Porém haverá corações amargurados para os quais as feras não querem se encontrar.

Há homens que ninguém quer corromper.

Aqueles que nada são, nada serão.

Desviar-se é para aqueles que têm algum caminho. Em um país pobre como o nosso é um luxo para poucos. Os pobres não se podem corromper.

“Parecia perdido, amargurado, sem saída” também são para aqueles que nada mais têm a não ser desespero.

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