Ler

Às vezes estranho quem gosta de se ausentar deste grosso cascalho a que chamamos mundo. Eu também a faço. É certo que isso quer dizer criar um outro mundo, muito parecido com esse, porém sobre o qual nós temos domínio. É usar a imaginação – ou uma faculdade parecida, como aquela a que chamamos razão – para sermos nosso próprio hitlerzinho.

Uma entrevista do filósofo americano Richard Rorty e o discurso pós-Nobel do escritor latino-americano Mário de Vargas Llosa me deixaram com esta sensação. Como que o pensamento, ou algo parecido, os livros nos tirassem para um mundo mais leve. Uma dança, porém em que fazermos ambos os papéis. Somos o macho por conduzirmos a nossa razão pelos meandros da narrativa – ler não é uma atividade passiva, é também montar a história, o escritor português Valter Hugo Mãe fala bem sobre isso. Ao mesmo tempo em que somos a fêmea, por estarmos leves para saltar e rodopiar como uma bailarina textual.

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